terça-feira, 2 de setembro de 2008

Cotiporã/RS

Cidade situada na região da uva e do vinho, tem no significado do seu nome "Mato Pequeno e Bonito".
É um lugar lindo, com muitos atrativos naturais e pouco explorados, visto estar entre Bento Gonçalves/RS e Veranópolis/RS sendo estas cidades que recebem maior numero de turistas.
Com paisagens lindas, cachoeiras, trilhas, grutas e um museu, esta pequena cidade é muito receptiva e hospitaleira com seus turistas.
Sou um pouco suspeito por recomendar este paraíso, visto que cresci brincando nesse lugar.
Ainda não conheço as cachoeiras, mas na próxima visita irei com certeza!
Fica a dica pra quem procura um roteiro de outono/inverno e quer fugir dos preços abusivos de cidades como Gramado/RS - Canela/RS - Nova Petrópolis/RS, e não abre mão de lindas paisagens!

MORRO DO CÉU OU CERRO DOS BAIANOS
É um cerro testemunho por destacar-se isolado no relevo, circundado quase totalmente pelo rio da Antas. A denominação de Morro dos Baianos deve-se ao fato de antigamente ter sido habitado por negros, chamados de baianos pelos descendentes de italianos. Há no local vestígios de um antigo cemitério desta comunidade e ruínas de suas habitações. Localiza-se a 14Km da sede do município, na Linha 14 de Julho, com acesso pela estrada que liga Cotiporã a Bento Gonçalves.


TRILHA DAS LONTRAS
A Trilha das Lontras é um trekking pelo vale do Arroio Vicente Rosa. Este arroio possui muitas quedas d'água, o que justifica uma das maiores concentrações de moinhos d'água do início da imigração italiana. A trilha possui nível de dificuldade médio e extensão de 5.725m, concluídos em 4 horas.
CASCATA DOS MARINS
Grandiosa queda de águas límpidas, localizada no Arroio Sapatinho, com fácil acesso, distando apenas 06Km do centro da cidade. No local existem vários mirantes. Perto da cascata, onde é possível banhar-se, moram os membros da família Marin, produtores de queijo e copas destinados à venda no próprio local. O passeio incliu ainda passagem pelo alambique artesanal, onde é feita a caninha (cachaça de cana-de-açúcar), acompanhando explicações e degustação.
GRUTA NOSSA SENHORA DE LOURDES
Localizada a 500 metros da Capela de Nossa Senhora da Pompéia, a gruta possui uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes. No dia da festa em honra a esta Santa, faz-se a procissão até a gruta. Fica na Linha Júlio de Oliveira, a 6 km da sede, recebendo visitação das 08h às 20h, diariamente.
SALTO DO CARREIRO
Constitui-se em uma formação geológica sobre rocha basáltica. Em um curto trekking de 15 minutos pela mata ciliar do Carreiro, pode-se admirar o belo estreito do rio, a grande queda d'água do rio Carreiro, quase sempre formando um arco-íris e profundos poços cavados na rocha.
GRUTA DO QUARTZO
Está localizada no centro da cidade, próxima ao Hospital Nossa Senhora da Saúde. É totalmente composta de quartzo, abrigando uma beleza ímpar e imagens de santos.
BELVEDERE
É um mirante a beira da estrada com vista para o morro do céu e para o rio das antas, que proporciona uma vista maravilhosa!
Assim que eu achar as outras fotos, posto aqui!

Grande Abraço!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Wing Cooler - Nosso Novo Xodozinho

Buenas!

Pra não ficar muito desatualizado, quero mostrar uma recente aquisição que por muitos pode ser chamada de "frescura", mas é na verdade um equipamento muito útil.

Essa Wing Cooler é um conjunto que engloba em um único produto Cooler, mesa e bancos.

Ocupa quese o mesmo espaço que um isopor médio.

Conserva os alimentos gelados por até 14 horas, com apenas 1kg de gelo.

No nosso acampamento de Tapes/RS, sentimos falta de uma mesa pra fazer as refeições. Fazendo as refeições no chão acabavamos atraíndo as formigas. E fora que tinhamos que toda hora comprar gelo pro isopor.

Esse equipamento veio como a salvação da lavoura, pq além do cooler e da mesa, que abre nos dois lados, comporta ainda dois bancos.

Seguem as fotos e a recomendação pra quem está pensando em adquirir uma mesa com banquinhos e de quebra um cooler!



Grande Abraço!


quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Tapes/RS - Um Grande Começo!


Pegamos a estrada perto das 12hs, rumo a Tapes/RS que é uma cidade banhada pela lagoa dos patos (a maior do Brasil e a segunda maior da América Latina) e atrai muitos turistas, campistas e esportistas. A previsão era de chuva pra todo o fim de semana e chegamos em Tapes abaixo de um toró. A idéia inicial era de irmos de ônibus, mas devido a previsão (que se confirmou) decidimos, junto com o nosso amigo Adriano, ir de carro. Chegando lá, fomos ao camping União, que estava lotado. A esta altura a chuva ja tinha amenizado um pouco, mas continuava impiedosa. Acertamos tudo na recepção e fomos a procura de um lugar para montar nosso acampamento. Podemos dizer que o camping era dividido em três áreas: Ribeirinha, que ficava de frente para a lagoa e logo foi descartada, pois se continuasse chovendo o vento e os mosquitos não nos deixariam em paz; Centro, onde se concentrava a muvuca, muita gente aglomerada e zueira, que também foi descartada pq nós decidimos acampar justamente para procurar paz e sossego; e finalmente o Ruralito, que era a zona mais arborizada e tranquila do camping, sendo nesta onde sob uma chuva insistente montamos nosso acampamento.


Bom, depois de montadas as barracas era a hora de fazer funcionar o fogareiro e esquentar uma água pra mandar um chimarrão e aquecer a gurizada. Muito fácil e rápido o manuseio e o desemprnho deste fogareiro e está totalmente aprovado e recomendado!


Depois secos e aquecidos com a ajuda do mate, o Adriano foi ao banheiro e voltou com uma péssima notícia: não havia chuveiros quentes, pelo menos no masculino. Lá fui eu pro banho frio e voltei com uma descoberta que o Adriano ja havia cantado a pedra: se depois do banho quente você sai na rua e sente um friozinho, depois do banho frio você se esquenta!
Bom, depois de secos, aquecidos e de cabeça fria, começamos a repensar o layout do nosso acampamento. Primeiro colocamos uma lona por baixo das barracas, depois tiramos esta lona de baixo e colocamos por cima das barracas para termos uma área de transito e para não precisarmos fazer as refeições dentro das barracas, ja que isto atrairia os tão indesejáveis insetos. Mais tarde vimos que mesmo assim algumas formigas entraram e fizeram um pequeno estrago em mim e na Anali.


A noite a chuva resolveu dar uma trégua e fizemos nossa primeira refeição e talvez a mais popular entre os campistas, montanhistas e mochileiros do mundo todo: Macarrão instantâneo (Cup Noodles). Fomos dormir e consiguimos desfrutar da tranquilidade do lugar. Ja de manhã, não consegui dormir até muito tarde e levantei pelas 6:30 pra botar a água pra esquentar pro chimarrão e pro café.


Graças a Deus a chuva só se apresentou no sábado, dia em que chegamos. No domingo ficou um dia nublado e os outros dias foram todos de sol.
No domingo ficamos acertando os detalhes do acampamento, o que é normal quando não se tem experiência alguma, e acabamos não saindo muito da volta. Tinhamos levado os sacos de dormir e um colchão inflável e como o Adriano não tinha levado nem as cobertas, cedemos o colchão pra ele. O brabo foi que na madrugada de domingo pra segunda, fez um frio de renguear cusco lá pelas 3hs da manhã. Anali e eu passamos um pouco de frio, mas conseguimos aguentar só com os sacos de dormir, ja o Adriano estava só com o colchão e teve que colocar todas as roupas de frio que ele havia levado, junto com meias, uma canga de praia que a Anali emprestou pra ele, casaco e toalha de banho pra não encarangar de frio! Daí, só um chimarãozito pra esquentar enquanto o café não ficava pronto.


Quando o sol veio com tudo fomos conhecer a logoa e nos deparamos com uma bela paisagem, muito convidativa ao banho.



Depois do banho, voltamos para o acampamento e seguimos o ritual banho - almoço - dormidinha revigorante.
Conhecemos vizinho bacanas e fomos todos assitir os desfiles de carnaval no centro de Tapes, menos o Adriano que tava tri cansado.
No dia seguinte tivemos que solicitar o apoio logístico do Pai do Adriano, Sr. Claudio, que foi passar uma semaninha pescando na casa do irmão em Tapes também, para levar uns edredons para que ninguém corresse o risco de ficar congelado em alguma madrugada!
Bom, os outros dias foram de pesca, caipirinha, chimarrão, conversas e boas risadas. Aproveitamos muito e fica a dica pra quem quiser aproveitar tudo o que a natureza de Tapes tem pra oferecer!
Só pra constar, como armamos nosso acampamento bem perto do mato, ficamos meio receosos com a possibilidade de ter que repelir algum bicho xarope, o que não aconteceu tirando algumas aranhas, formigas e mosquitos. O que me deixou meio assim e fica de alerta pra todos que gostam destas áreas mais "nativas" é que no desarmar a barraca, sairam dois escorpiões pretos debaixo dela. Sabe-se que o veneno desses bichos não chega a matar, mas da uma série de problemas desde reações alérgicas até dores horríveis pelo corpo. Nas áreas mais nativas, somos nós que estamos invadindo o espaço dos animais.






É este contexto que muitos campistas procuram quando partem com suas mochilas e barracas nas costas rumo aos acampamentos.


Grande Abraço!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Chimarrão...Ah, O Chimarrão!

Bom, quando se fala em gaúcho logo associa-se o chimarrão! Como como o nome do blog refere chimarrão, observando isso, meu amigo Marco me solicitou um post esclarecedor sobre o dito!
O chimarrão ou mate (são a mesma coisa) pode ser tomado de três maneiras, em relação à companhia: o mate solito (isoladamente); o mate de parceria (uma companheira ou companheiro) e, finalmente, em roda de mate (em grupo).


O MATE SOLITO O homem que não precisa de estímulo maior para matear, que sua vontade; no geral, é o verdadeiro mateador.


O MATE DE PARCERIA A pessoa espera por um ou dois companheiros a fim de motivar o mate, pois não gosta de matear sozinha.


RODA DE MATE É na roda de mate que esta tradição assume seu apogeu, agrupando pessoas sem distinção de raça, credo, cor ou posse material (o homem vale pelos seus atos). Irmanados dentro deste clima de respeito, o mate vai integrando os homens numa trança de usos e costumes, que floresce na intimidade gaúcha.



A ÁGUA PARA PREPARAR O MATE A temperatura da água para preparar o mate nunca deve estar muito quente, pois pode queimar a erva, dando um gosto desagradável ao mate e lavando rapidamente. A água para o mate nunca deverá ser fervida, pois se tornaria pesada, pela perda de oxigênio, transmitindo um sabor diferente ao mateador. O ideal é quando a água apenas chia.
SÓ O CEVADOR PODE MEXER NO MATE A menos que se obtenha licença, só o cevador deve arrumar o mate, considerando-se falta de respeito alguém mexer sem permissão. Mesmo que o topete (barranco) esteja se desmanchando ou qualquer outro problema com o mate, devemos entregá-lo ao enchedor ou cevador. Podemos, isto sim, ao devolver a cuia, avisá-lo da ocorrência. O bom cevador, cada vez que recebe a cuia, antes de enchê-la, dá uma ajeitada na bomba, de modo que renove o fluxo de seiva, demonstrando, assim, seu conhecimento na intimidade com o mate.
NÃO TE ENVERGONHES DO "RONCO" NO FIM DO MATE Se, ao acabar o mate, sem querer fizeres a bomba "roncar", não te envergonhes. Está tudo bem, ninguém vai te julgar mal-educado. Este negócio de chupar sem fazer barulho vale para Coca-Cola com canudinho, que tu podes até tomar com o dedinho levantado.
NÃO "DURMAS" COM A CUIA NA MÃO Tomar mate solito é um excelente meio de meditar sobre as coisas da vida. Tu mateias sem pressa, matutando, recordando... E, às vezes, te surpreende até imaginando que a cuia não é cuia mas o quente seio moreno daquela chinoca faceira que apareceu no baile do Gaudêncio... Agora, tomar chimarrão numa roda é mui diferente. Aí o fundamental não é meditar e sim integrar-se à roda. Numa roda de chimarrão, tu falas, discutes, ri, xingas, enfim, tu participas de uma comunidade em confraternização. Só que esta tua participaçâo não pode ser levada ao extremo de te fazer esquecer da cuia que está em tua mão. Fala quanto quiseres mas não esqueças de tomar teu mate, que a moçada tá esperando.
NÃO CONDENES O DONO DA CASA POR TOMAR O 1º MATE Se tu julgas o dono da casa um grosso por preparar o chimarrão e tomar ele próprio o primeiro, saibas que grosso é tu. O pior mate é o primeiro e quem o toma está te prestando um favor.

Mas não da pra comprar uma cuia e uma bomba e sair mateando pelo pampa a fora, é muito importante que se de uma curtida (curada) na dita, pelo bom funcionamento do teu intestino e pela conservação da cuia.
Cura-se uma cuia enchendo-a de erva-mate pura ou misturada com cinza vegetal e água quente. Este pirão deve permanecer por dois ou três dias, sempre úmido, para que fique bem curtida, impregnando o gosto da erva em suas paredes. A Cinza é para dar maior resistência ao porongo. Passando o tempo determinado, retira-se a erva-mate da cuia, raspando com uma colher, para eliminar alguns baraços que tenham ficado. Enxágua-se com água quente e estará curada ou curtida, pronta para entrar em uso. O mate ou cuia se cura cevando, isto é, à medida que vai sendo usada vai dando melhores mates. Há quem goste de colocar o mate (cuia) num cozimento com flores de maçanilha após o curtimento.
Fonte: http://www.paginadogaucho.com.br/chim/


E aí vai um verso que gosto muito e traduz toda a essência do chimarrão!
"CHIMARRÃO Autoria: Glaucus Saraiva Amargo doce que eu sorvo Num beijo em lábios de prata. Tens o perfume da mata Molhada pelo sereno. E a cuia, seio moreno, Que passa de mão em mão Traduz, no meu chimarrão, Em sua simplicidade, A velha hospitalidade Da gente do meu rincão. Trazes à minha lembrança, Neste teu sabor selvagem, A mística beberagem, Do feiticeiro charrua, E o perfil da lança nua, Encravada na coxilha, Apontando firme a trilha, Por onde rolou a história, Empoeirada de glórias, De tradição farroupilha. Em teus últimos arrancos, Ao ronco do teu findar, Ouço um potro a corcovear, Na imensidão deste pampa, E em minha mente se estampa, Reboando nos confins , A voz febril dos clarins, Repinicando: "Avançar"! E então eu fico a pensar, Apertando o lábio, assim, Que o amargo está no fim, E a seiva forte que eu sinto, É o sangue de trinta e cinco, Que volta verde pra mim".
Grande Abraço!

Fogareiro II - A Tradução

Bom, como eu havia dito, o fogareiro é importado, logo as instruções vem em inglês ou espanhol...mas graças ao Babel Fish eu consegui traduzir (mal e porcamente é verdade) e vou disponibilizar por aqui~
Assim que eu usá-lo, postarei as fotos aqui para ficar mais ilustrativo!
La vai:
Enchendo o tanque: Sempre usar e abastecer ao ar livre. Nunca encha o tanque, afrouxe ou remova o tampão do combustível perto da chamas (luzes piloto including), ou as outras fontes de ignição. Com o fogão na superfície nivelada, mova a alavanca vermelha do combustível para o posição de repouso. Verifique se o botão pump esta fechado. Remova o tampão do combustível. Usar um funil ou um dispositivo silling apropriado, encha-o com o combustível limpo, fresco. Não derrube o fogão. Retire o funil e recoloque o tampão do combustível no tanque, no recipiente do combustível. Aperte firmemente. Limpe acima de todo o combustível derramado e disponha em um lugar seguro.
Bombear: Seja certo que a alavanca vermelha do combustível está no posição de repouso. Abra o botão pump da bomba girando completamente. Com o polegar obstruindo o orifício central do botão pump, bombeie aproximadamente 30 cursos cheios. Após, feche o botão pump.
Lighting (acendendo?): A preensão iluminou o fósforo no queimador, gira então a alavanca vermelha do combustível para a posição (clara) elevada. Quando acender o queimador (houver chamas), abra o botão pump uma volta e bombeie completamente 30 vezes. Após, feche o botão pump.
DESLIGAR
Mova a alavanca vermelha do combustível de fora para a elevação diversas vezes. Tranque a alavanca vermelha do combustível no posição de repouso. CUIDADO!!! Se o combustível ou as flamas aparecerem abaixo do queimador, desligue imediatamente a alavanca vermelha do combustível. Permita que o fogão refrigere. Gire o fogão de cabeça para baixo para esvaziar todo o combustível acumulado no queimador e as instruções secas da revisão do wipe a seguir reiluminam o fogão. Ajuste a flama ao calor desejado com a alavanca vermelha do combustível. Bombear adicional pode ser requerido para a saída de calor cheia.
Nota: Nas temperaturas próximas de zero graus, a pasta abaixo de zero do pré-aquecimento pode ser requerida. Coloque uma quantidade generosa de pasta do pré-aquecimento no tampão do queimador abaixo do gerador. Ilumine a pasta. Depois que a pasta é consumida quase, siga as instruções acima do lighting (acendendo).

Espero que seja útil pra mais alguém...

Grande Abraço!